Condução em Condições Climáticas Extremas
Protocolos de Baixa Aderência
O clima adverso é um dos maiores multiplicadores de risco no trânsito. A chuva, especialmente nos primeiros dez minutos, cria uma película escorregadia ao se misturar com o óleo, poeira e resíduos de borracha depositados no asfalto durante os dias secos. Neste momento crítico, o coeficiente de atrito despenca, exigindo que o condutor reduza a velocidade imediatamente e aumente a distância do veículo à frente para evitar engavetamentos causados por frenagens súbitas.
O fenômeno da aquaplanagem ocorre quando os pneus perdem totalmente o contato com a pista, deslizando sobre uma camada de água. Se o volante ficar subitamente "leve", o erro fatal é pisar bruscamente no freio ou girar a direção de forma brusca. O protocolo correto exige frieza: tire o pé do acelerador, mantenha o volante firme e reto, e espere o veículo perder velocidade naturalmente até que os pneus voltem a "cortar" a água e retomar a tração no asfalto.
Em cenários de neblina espessa, a ilusão de ótica compromete a percepção de velocidade e distância. A regra de ouro é acionar os faróis baixos ou de neblina. Nunca utilize o farol alto, pois as gotículas de água suspensas no ar agirão como um espelho, refletindo a luz de volta para os seus olhos e criando uma "parede branca" instransponível. Utilize as linhas de marcação da pista (faixas laterais e centrais) como seu guia principal de navegação e evite ultrapassagens a todo custo.
A preparação mecânica é inseparável da técnica de direção. Palhetas do limpador de para-brisa ressecadas ou pneus com sulcos abaixo da marca de segurança (TWI) anulam qualquer habilidade do motorista em piso molhado. Garantir o funcionamento pleno do sistema de desembaçamento e manter os vidros limpos internamente também são medidas profiláticas que asseguram o seu campo de visão, a ferramenta mais importante para a antecipação de acidentes climáticos.